– Em sintonia com os limites da cidade –

Música

Não deixe o Duelo morrer…

Acho que grande parte da galera que curte uma música conhece um samba gravado pela Alcione, em 1975, chamado “não deixe o samba morrer”. Podemos aplicar a uma situação que vivemos em Belo Horizonte.

Chegou para nós um e-mail da turma da Família de Rua com um tom de preocupação: o tão famoso Duelo de MCs pode acabar.

Seguem os dizeres da carta:

 

Prezados amigos e parceiros,

 

Como é do conhecimento de vocês, há quatro anos o Coletivo Família de Rua realiza o Duelo de MC’s embaixo do Viaduto Santa Tereza, no Centro de BH.

Desde a primeira edição do Duelo, até hoje, diversas vezes a Família de Rua solicitou junto ao poder público de Belo Horizonte a parceria para melhorias e soluções estruturais de organização e segurança no espaço que considerem o contexto do Duelo de MCs. Mesmo depois de realizar várias reuniões e firmar diferentes acordos com as instituições responsáveis pela gestão da cidade, as demandas não foram atendidas.

No último dia 29 de junho a Família de Rua foi convocada para uma reunião junto à Regional Centro-Sul e a Polícia Militar de Minas Gerais. Nesta reunião foi solicitada a imediata suspensão do Duelo de MCs e ainda uma possível transferência do encontro para um local fechado ou outros espaços de Belo Horizonte. A alegação foi de que o espaço embaixo do viaduto Santa Tereza não comporta mais o público crescente.

No entanto, o Duelo de MCs acontece há quatro anos sob o Viaduto, no centro de Belo Horizonte, foram mais de 190 edições neste espaço que é legitimado e reconhecido pela cidade, por suas instituições, grupos culturais, imprensa e população.

Acreditando na manutenção do Duelo no espaço onde ele sempre foi realizado, a Família de Rua não concordou com sua suspensão, decidiu mantê-lo em funcionamento e propôs, novamente, uma articulação em torno da melhoria das condições para realização do encontro.

Diante disso, solicitamos a manifestação de seu apoio ao Duelo de MC’s, de forma a contribuir para atendimento das demandas apresentadas pela Família de Rua e consequente manutenção da realização periódica do Duelo. Para tanto, segue-se anexa [abaixo] uma carta de apoio ao Duelo de MCs, que irá compor um dossiê com as realizações do Duelo de MC’s.

* Favor preencher, imprimir e assinar a carta. A Família de Rua se responsabiliza por buscar o documento em mãos.

Desde já agradecemos o apoio e a atenção dispensada.

Atenciosamente,
Família de Rua

 

Quer ajudar? Clique aqui e pegue o modelo da carta. E não deixe que uma manifestação cultural espontânea termine assim.

 


O bagulho é suar – entrevista com Emicida

Fotos: Bruno  Vieira

De quebrada em quebrada, o rap nacional se fortalece

O domingo do dia 15 de maio de 2011 foi marcado, em Belo Horizonte, pela presença do palco do Conexão Vivo na Barragem Santa Lúcia, zona sul de Beagá, ao pé do Morro do Papagaio. Vários artistas se apresentaram, mas ficamos na cola de um, em especial.

Sete letras, um propósito. E.M.I.C.I.D.A. subiu ao palco chamando toda a favela para cantar em um só coro: “Eu só quero é ser feliz…”. O público responde em uma apoteose de autoidentificação: “Morar tranquilamente na favela onde eu nasci e poder me orgulhar e ter a consciência que o pobre tem seu lugar”. Sim, o cara também é favela, como somos aqui, pensaria um morador que talvez estivesse ali. Mas grande parte do público – percebia-se a olhos vistos – era de pessoas de diversas camadas da sociedade e vários pontos da cidade. Na grade, no miolo, perto da mesa de som, o que se via era um misto de moradores de periferia e classe média. Emicida parece não ter problema com isso, já que todos pareciam estar navegando nas ondas de suas letras como se estivessem no mar, ao mesmo tempo, seguro e turbulento.

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No ano passado, o evento trouxe o Mano Brown e seus Racionais MCs para a Avenida Belém, no bairro Vera Cruz, zona leste. O show deveria ter acontecido dentro do morro, na parte alta da favela, mas foi vetado pela Polícia Militar, que alegou que só policiava o asfalto. Sem grades, muretas ou qualquer tipo de cerceamento físico para o público, foi um momento de encontro entre criador e criaturas. Era difícil encontrar alguém que não sabia cantar “Diário de um Detento” ou “Vida Loka”, por exemplo.

Na Barragem Santa Lúcia, não foi diferente. Salvo pelo fato de a praça, um espaço de circulação aberta nos dias comuns, estar totalmente ladeada de cercas, policiais, fiscais da Prefeitura e obrigatoriamente o público ter de vencer catracas para “acessá-la”. Havia, também, a proibição ao consumo de álcool no local do show, com o suposto intuito de preservar a segurança do público presente – o que gerou alegria para algumas pessoas e insatisfação para todas as demais. O nosso entrevistado, mesmo, soltou no seu Twitter: “Nota zero para a policia mineira que mais uma vez cerca e vê a população como bandidos em potencial. Cercas, detectores e revista ridículos…”

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Depois de dar um salve para as pessoas que foram à saída do backstage cumprimentá-lo e saudá-lo, Leandro Roque nos recebe no camarim. Percebe-se que, se rappers são conhecidos pela fama de “maus”, Emicida é o oposto. Sempre tranquilo e com sorriso no rosto, poderíamos ficar conversando ali “por uma pá de tempo” que o assunto não se esgotaria.

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Rimador nato, Emicida ganhou esse apelido por ser conhecido nas batalhas de MCs em São Paulo como “assassino” dos seus adversários. Acabado o momento de catarse no palco – marcada por hits ora pesados, ora românticos, ora freestyle –, é hora da conversa. “O improviso começou quando eu ainda era criança. Eu pegava aqueles discos do Raça Negra e ficava improvisando… Era de brincadeira, mas, quando vi, eu já estava fazendo isso para mais pessoas. Então, eu comecei a circular pelas batalhas da cena hip hop de São Paulo; quando percebi, estava fazendo show.”

Emicida nasceu na zona norte paulistana. Ele vem justamente de uma cidade onde o hip hop tem a maior efervescência – “São Paulo, hoje, é o principal lugar para se fazer rap no país. Lá tem mais opções, mas não quer dizer que os outros lugares não tenham.” E é com essa ressalva que ele percebe a necessidade de um intercâmbio constante entre diversas partes do país. Uma troca favorecida, de certo modo, pelo Circuito Fora do Eixo – um coletivo criado em Cuiabá-MT com o propósito de publicizar e agregar artistas independentes. Mas, se por um lado a intenção é divulgar quem está à margem, esse processo não pode ser dissociado de quem já está em um circuito: “A intenção não é dividir e ter dois lados, mas fazer a música circular”.

Apesar de adepto do download grátis de arquivos pela internet, Emicida reflete sobre a cadeia produtiva existente dizendo que em alguns momentos ela é paradoxal. Ele pondera da seguinte forma: ao mesmo tempo que esse método de obtenção de música é tido como ilegal, é também o principal meio para que as pessoas conheçam o trabalho de determinado artista e, com isso, acabem fomentando mais shows nos lugares onde ele se torna popular através da pirataria. “Os músicos em início de carreira são os que mais sofrem com o download grátis pela internet, pois esses caras não são resguardados pelo ECAD. Ao mesmo tempo, é o que aumenta a cadeia produtiva porque aumenta a quantidade de shows que fazemos.” Daí, o que era “fora da lei” torna-se legal – em ambos os sentidos.

Sobre música, Emicida se cobra. “Eu deveria saber de coisas atuais… Mas eu escuto os mesmos discos há dez anos!” (Ele não está sozinho nesse bonde) Vendo o futuro da música a partir do resgate dos ritmos africanos – vide o novo álbum da Beyoncé, que conta com a colaboração de umprodutor que bebe do Funk Carioca –, afirma categoricamente que todos os ritmos da música pop bebem da África. O que ele anda ouvindo agora?Fela Kuti e um box de música haitiana comprado em Los Angeles – proibido por 70 anos pelo governo americano. Ele tem andado também por uma vibe Salsa & Merengue, além de ouvir um cabra pernambucano chamado Júnio Barreto.

Sobre a cena no nosso Estado, ele é certeiro: “embora a gente receba pouca informação do que acontece em Minas, eu acredito muito no Duelo de MCs. Isso é maravilhoso para a cultura do improviso e pro hip hop em geral.” Concluindo, dá um recado para os que começam agora: “vocês não estão sozinhos, o bagulho é suar, porque nós vamos nos encontrar lá no pódio”.

Entrevista encerrada, pose para a foto, despedida e agradecimentos. Aquele que nos deu a entrevista não é nada mais do que gente da gente, o humilde que se tornou rei. Para quem já mordeu cachorro por comida, Emicida não nasceu para lagartixa.

 

Publicada, também, no Ah! Cidade

 

 

 

 

 

 

 

 


Festa de Encerramento do projeto Gera Ação Periférica 2010

Hip hop, grafite, dança de rua, audiovisual independente, teatro e poesia. Essas são algumas das manifestações da arte nas periferias que poderão ser conferidas no evento de encerramento do projeto Gera Ação Periférica no ano de 2010, a ser realizado no dia 18 de dezembro, sábado, às 14 horas, no Aglomerado da Serra.

O evento encerra os trabalhos no ano de 2010 da parceria do programa Conexão Periférica, da Rádio UFMG Educativa, e do Coletivo Gera Ação, composto por jovens do Aglomerado Serra. A festa também vem reunir pessoas envolvidas em movimentos com diferentes temáticas do universo das periferias. Haverá a participação dos grupos Codinome Favela, Parceria Firme e A Corte – da cena do hip hop de Belo Horizonte; intervenções cênicas com os grupos Coletivoz e Trama de Teatro; e uma roda de B-Boys e B-Girls do Aglomerado. Na oportunidade, será exibido um documentário produzido de forma coletiva que registra o processo de produção do programa Conexão Periférica pelos jovens do Coletivo Gera Ação.

Além de marcar o término das atividades no ano de 2010, a festa deste sábado vem também lançar a proposta de uma nova rede. A Rede de Comunicação Periférica pretende reunir grupos, coletivos e ONGs que atuam nas periferias de Belo Horizonte e Região Metropolitana na construção de um itinerário informativo.

Veja como chegar:

Programação

14h – Abertura
“O Pastelão” – Grupo Trama de Teatro

15h15 – Apresentação: Grupos “Codinome Favela” e “Parceria Firme”

16h – Apresentação: Banda Plugados Apoena (Jovens do Aglomerado Serra)

16h30 – Intervenção: Roda de B-Boys e B-Girls

17h20 – Apresentação: Sarau Coletivoz

18h20 – Apresentação: Grupo “A Corte”

Parceria Gera Ação Periférica

Encontro entre jovens do Gera Ação e Equipe do Conexão Periférica

Exibido pela primeira vez em 14 de outubro de 2009, o Conexão Periférica nasceu da preocupação de jovens jornalistas em discutir temas pouco explorados ou abordados de maneira estereotipada pela mídia tradicional. A ideia inicial era dar voz e visibilidade às pessoas que moram ou atuam nas periferias, além de grupos tradicionalmente marginalizados. Propondo uma abordagem diferenciada sobre temas da sociedade, o grupo que o coordena sentiu a necessidade de inserir os atores retratados no programa como protagonistas dessa produção. Foi a partir dessa demanda que o grupo firmou uma parceria com o Coletivo Gera Ação, do Aglomerado Serra, desde maio de 2010.

Composto por 15 jovens de 14 a 29 anos, o Gera Ação já desenvolvia, anteriormente, ações de comunicação e mobilização na comunidade – como o programa Microfonia, da Rádio Comunitária Pé da Serra. Hoje, o grupo realiza a produção do programa Conexão Periférica em todas as suas etapas – desde a proposição de pautas, passando pela apuração, culminando na montagem das matérias. Com o envolvimento de outros atores ao longo do processo, o projeto se expandiu e vem constituindo uma rede de solidariedade e comunicação que conecta diferentes periferias de Belo Horizonte e Região Metropolitana. Para 2011, a meta é atingir outros grupos culturais, movimentos sociais e comunicadores comunitários.

Rede de Comunicação Periférica

Nem sempre existem espaços disponíveis para a manifestação artística, cultural e política dos jovens moradores das periferias. Por isso, o Conexão Periférica trabalha de forma colaborativa, na qual jornalistas formados, estudantes universitários e moradores de periferias comunicam-se, trabalhando em rede.

Na Rede de Comunicação Periférica, existe a proposta de um itinerário formativo que possibilite aos jovens nela envolvidos conhecer as técnicas de produção jornalística, mobilizar suas comunidades e exercer ativamente sua cidadania. Para tanto, em 2011 esse itinerário será constituído a partir de encontros semanais, com oficinas de rádio e comunicação, além de seminários e eventos culturais. O trabalho prevê que os jovens exponham suas demandas sobre a comunidade, levantem pautas, façam entrevistas e produzam matérias acerca do tema escolhido, sempre com o acompanhamento de um jornalista, que os orienta sobre a linguagem radiofônica. Durante o projeto outras ferramentas de comunicação serão exploradas, como as redes sociais.

SERVIÇO

Evento de Encerramento – Gera Ação Periférica 2010

Data: 18 de dezembro

Horário: 14h

Local: Espaço BH Cidadania Vila Fátima – Rua Dona Benta 184, Vila Fátima, bairro Serra (antigo CRAS Vila Fátima)

Como Chegar:

9204 Santa Efigênia – descer na Avenida do Cardoso, continuação da Mem de Sá

4107 Serra – Descer no ponto final. Seguir pela Avenida do Cardoso sentido Santa Efigênia

Informações:

9167-5181 (Bruno Vieira)

9659-2848 (Luana Costa)

8660-1291 (Simone Moura)


1 ano de RapMineiro.com – lançamento da Mixtape nº4

Eis que um dos nossos parceiros, o RapMineiro.com, completa em novembro 1 ano no ar! Parabéns aos caras!

Em comemoração, eles – que já lançaram três mixtapes com artistas do rap regional – lançam a 4ª mix. Está disponível para download, só clicar aqui. Confira as faixas:

1- Trajetoria Urbana ( Venda Nova – BH ) – Hip Hop
2- Nunga ( Ribeirão das Neves) – Quebrada e Estilo- Part. UDR
3- T.U ( Vila Paraiso – BH ) – Poços de Soluções
4- Elo de Função ( Itabira ) – Foi tudo um sonho bom
5- Reação Favela ( Itaipu – BH ) – Fluxo do Sistema
6- Nine IDF – P. Nunga ( Contagem) – Jardim Do Suicidio
7 – CDR Trincaments ( Olaria – BH ) – Tribulação
8- Underground e Cia ( Itabira ) – Tudo pra mim
9 – Vilania Fuza ( Venda Nova – BH ) – Origem Quieto
10 – Rap Homicidas ( Morro das Pedras – BH ) – De um lado pede paz, de outro pede Guerra
11- Relatos Perifericos ( Vila Cemig/ Conjunto Esperança BH) – Hip Hop é Mó Função
12- P.drao (Lindeia – BH) – Tão Trinca
13- Plataforma-91 (Venda Nova – BH) – Produtividade
14- Versos Reais (Ribeirão das Neves) – O cara era feliz
15- Dois lados do Morro ( Itabira ) – Libertando-se

Conheça o trabalho dos caras na web, vale a pena! Para ver as mixtapes anteriores, clique abaixo:

www.rapmineiro.com/cds/


“Hip Hop Educação para a Vida” anuncia programação de novembro

O Centro de Referência Hip Hop Brasil irá realizar nos próximos meses 18 palestras/show gratuitos em escolas públicas da Rede Municipal. Os encontros começaram em outubro de 2010 e vão até março de 2011. O objetivo do projeto é mostrar como o Hip Hop e até mesmo outras atividades e/ou movimentos sócio-culturais podem contribuir para a redução da criminalidade e ainda revelar o talento de novos artistas urbanos.

As palestras são ministradas por Hudson Carlos de Oliveira, o rapper IceBand, e convidados dos grupos Crime Verbal e Elemento.S. Todos os artistas possuem ampla experiência na realização de atividades voltadas para crianças, jovens e adolescentes moradores de áreas consideradas vulneráveis.

Durante o evento, que ocorre sempre às sextas-feiras, das 14h às 16h, os alunos das escolas receberão brindes como camisetas e CDs com faixas dos artistas envolvidos, um material produzido especialmente para o projeto.

Datas:

5/11 – Escola Municipal Padre Edeimar Massote – Rua Eneida, 1485 – Coqueiros

12/11 – Escola Municipal Dom Bosco – Rua Bicuiba, 100 – Dom Bosco

19/11 – Escola Municipal Hugo Pinheiro Soares – Rua Jundiaí, 567 – Concórdia

26/11 – Escola Municipal Oswaldo Cruz – Rua Santos, 2.200 – Jardim América

Horário: 14:00 às 16:00

Informações: http://www.hiphopeducacaoparaavida.blogspot.com/


Festival Pá na Pedra em Ribeirão das Neves

O nome do evento (Pá na Pedra) traduz como poucas a dificuldade de se produzir cultura no município de Neves e em outras regiões da grande Belo Horizonte.

O Pá na Pedra terá duração de três dias: 27, 28 e 29 de Agosto, no dia 27, acontecerão workshops de bateria, baixo e guitarra; o dia 28 terá um debates sobre a cultura de Ribeirão das Neves e também será destinado ao audiovisual com apresentação de curtas e documentários produzidos por cineastas da cidade e de outras regiões do pais. O terceiro e último, dia 29 será de muita música, ao todo 6 shows na praça central da cidade.

Confira mais detalhes da programação no panapedra.wordpress.com.

COLETIVO SEMIFUSA
www.coletivosemifusa.blogspot.com

Twiter: twitter.com/semifusanvs

Programação:

27 de Agosto (Sexta-Feira)
Local: Casa de Cultura (clique aqui para ver no mapa)

Workshops:
19h – Guitarra
20h – Baixo
21h – Bateria

28 de Agosto (Sábado)
Local: Casa de Cultura (clique aqui para ver no mapa)

16h30
Painel Semifusa e Circuito Fora do Eixo
Debate sobre a cultura em Ribeirão das Neves

Mostra de vídeos:
19h
Sorria você está Sendo Filmado – Animação (Eduardo Santos)
No Meio do Caminho Havia uma Pedra – Animação (Eduardo Santos)
Triângulo de Perfídia – Ficção (Gemerson Sander)

19h30
Sardinha em Lata – Documentário/Animação (Keilla Serruya – Manaus)
Portrait – curta (Francis Campelo – Sete Lagoas)
Hoje eu Tô Ruim de Idéia part 1 e 2 – curta (Francis Campelo – Sete Lagoas)
Hip-Hop – Documentário (AIC – Associação Imagem Comunitária – Belo Horizonte)
O Assassino do Bem – Comédia (São Carlos/SP)

20h
Botinada: A Origem do Punk no Brasil – Documentário (Gastão Moreira)

29 de Agosto (Domingo)
Local: Praça Central de Neves (Clique aqui para ver no mapa)
A partir das 16h

Abertura:
Thiago e Charles – violão classico (Ribeirão das Neves)

Show com as bandas:
O Instinto Coletivo (Ribeirão das Neves)
Aura… (Divinópolis)
Festenkois (Belo Horizonte)
Cidadão Comum (Ribeirão das Neves)
Favela Groove (Santa Luzia)

Ônibus:
A partir de BH: Intermunicipais (Vermelhões – passagem R$ 3,55):
6170 (Rosaneves-BH via Av. Antônio Carlos), 6200 (Neves-BH via Av. Cristiano Machado)
Ambos passam por Venda Nova/Rua Padre Pedro Pinto.

A partir de Justinópolis: ônibus da Transneves (clique no número e confira os horários – passagem R$ 2,00):
1200 (Rosaneves-Lagoinha), 2100 (Areias-Neves)

Até lá!


Lançamento do documentário “BH Soul”

Salve!

O Conexão Periférica vem convidá-los para o lançamento de um longametragem independente, produzido por Tomás Amaral: “BH Soul – a cultura black de Belo Horizonte”.

O documentário retrata a cultura urbana do soul em Belo Horizonte, ligada à música e à dança funk dos anos setenta. Os eventos do gênero que acontecem atualmente na cidade, como o Baile da Saudade e o Quarteirão do Soul, são o ponto de partida de uma pesquisa histórica que mergulha nas décadas de setenta e oitenta. Época em que os dançarinos de soul vinham da periferia para o centro da cidade, com seus cabelos ouriçados e trajes a caráter para dançar no Máscara Negra – o lendário clube onde só entravam negros – e vadiar por aí, driblando a repressão da época.

Dia: 12 de agosto, 5ª feira
Hora: 21h
Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes – Av. Afonso Pena, 1537, Centro – BH/MG

A sessão é gratuita, com retirada dos ingressos meia-hora antes.

Compareçam todos!