– Em sintonia com os limites da cidade –

Juventude

A Juventude oKupa a Cidade: QUAL É O SEU GRITO?

Venha gritar pelo fim de todas as formas de violência contra das juventudes!

Venha debater com:
  • Cristiane Barreto – Agenda Juventude e Pixação
  • Fernanda Godinho – Grupo Vhiver e Conexão Periférica
  • Giovanna Isabel Costa – Pastoral da Juventude
  • Gustavo Bones – Movimento FORA LACERDA

QUANDO: 13 de abril, sexta-feira, às 19h
ONDE: Centro Cultural UFMG – Av. Santos Dumont, 174, Centro – Belo Horizonte
(Próximo à Praça da Estação / Metrô Central)

ENTRADA FRANCA.
Em seguida, cortejo até o DUELO DE MCs, no Viaduto Santa Tereza, onde será realizado um DUELO TEMÁTICO sobre as discussões do oKupa.

Realização:
Observatório da Juventude UFMG
Fórum das Juventudes da Grande BH

Apoio:
Centro Cultural UFMG


A Juventude Está de Olho: discussão sobre as PPJs de BH

Imagem do programa da Rede Jovem. Crédito: Divulgação

Nesta segunda, dia 5, tem Rede Jovem de Cidadania sobre as demandas da juventude de Belo Horizonte. Este programa é uma reflexão sobre os direitos das Juventudes. A intenção é discutir o conceito de políticas públicas à luz das necessidades dos jovens. Há alguns anos tem acontecido um debate a nível nacional sobre o assunto e, os jovens de Belo Horizonte têm participado ativamente dessa discussão. Entretanto, desde então poucas mudanças ocorreram na cidade a respeito dos direitos dos jovens e das políticas públicas necessárias para que sejam efetivados.

“A Juventude Está de Olho” procura reavivar a discussão pública a respeito de uma verdadeira Política Pública para as Juventudes de Belo Horizonte, realizada para e, principalmente, com os jovens.

O programa vai ao ar hoje na Rede Minas e na TV Brasil, às 17h30. Acompanhe on-line por este link: http://tvbrasil.org.br/webtv/

Reprise sábado, apenas pela Rede Minas, às 17h.


Prêmio Agente Jovem: inscrições prorrogadas até 29 de fevereiro

As inscrições do Prêmio Agente Jovem de Cultura foram prorrogadas até 29 de fevereiro, o que vai permitir a participação de um maior número de jovens.

O Agente Jovem de Cultura vai reconhecer 500 jovens entre 15 e 29 anos, em todo o Brasil, que atuam e trabalham em suas comunidades com ações culturais nas categorias de comunicação, articulação e mobilização cultural; cultura e tecnologia; pesquisa, acervo e diálogos intergeracionais; formação cultural; produção e expressão artística e cultural; intercâmbios e encontros culturais; cultura e sustentabilidade.

A iniciativa é desenvolvida pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural, em parceria com a Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República, e dos Ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Agrário.

De acordo com o edital do Prêmio, lançado no dia 12 de dezembro, durante a 2ª Conferência Nacional de Juventude, podem participar brasileiros natos ou naturalizados e estrangeiros que residam no país há mais de três anos. Ao todo, serão investidos R$ 5 milhões para concessão de prêmios de R$ 9 mil para cada iniciativa selecionada.

Segundo a secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, esse edital foi lançado em um momento importante, quando a juventude se articula para conquistar e garantir direitos culturais, e reconhecem que a cultura é um direito fundamental de toda a juventude brasileira.

Já a secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, destaca que é importante identificar e valorizar o que vem sendo feito por jovens que trabalham com a cultura no Brasil e ao mesmo tempo conhecer esses jovens, suas demandas e como podem interagir com os Programas Cultura Viva e Brasil Plural. “Esse prêmio é o primeiro passo de um processo de ação mais ampla e permanente, que vai envolver trabalhos de fortalecimento da formação do agente jovem de cultura, incluindo bolsas de formação, em parceria, também, com o Ministério da Educação”, diz a secretária.

Acesse o site http://www.cultura.gov.br/culturaviva/premio-agente-jovem-de-cultura/ para se inscrever.



Fonte: http://www.juventude.gov.br/sg_juventude_juventude/juventude/noticias/2012/01/25-01-2012-premio-agente-jovem-inscricoes-prorrogadas-ate-29-de-fevereiro/view


Referência de coisa nenhuma

Artigo do vereador Arnaldo Godoy (BH) sobre as políticas municipais de juventude de Belo Horizonte. Espalhem a palavra.

 

A implantação do Centro de Referência da Juventude de Belo Horizonte, conforme anunciado em maio deste ano pela prefeitura, reedita um erro comum às políticas públicas implementadas antes da Constituição de 1988 — desconsidera a participação do público beneficiado em todas as etapas do projeto, o que poderia assegurar um equipamento adequado às demandas do segmento.

Durante a audiência pública sobre o tema na Câmara de BH (19/10), as entidades que compõem o movimento juvenil reiteraram que a criação do espaço não pode desvincular-se de uma ampla discussão sobre a política municipal para o setor. Conquistaram dos representantes da prefeitura, a criação de uma comissão paritária para debater o projeto. Mas após duas reuniões, várias dessas entidades reclamam do autoritarismo do governo do estado no processo.

Talvez o desentendimento seja fruto de um projeto ainda sem reconhecimento de paternidade: a PBH anunciou o equipamento como uma iniciativa de sua autoria, mas dois terços da obra orçada em R$ 14 milhões serão custeados pela Subsecretaria Estadual de Juventude. Mas isso não dá direito ao governo estadual de conduzir a iniciativa conforme suas pretensões, mesmo diante de uma PBH submissa. Minas Gerais jamais teve exemplo de ingerência do governo federal nos projetos liberados na última década.

Outra polêmica refere-se à transparência e ao controle social do empreendimento público. As entidades juvenis alegam que a PBH jamais disponibilizou detalhes do Centro de Referência, quiçá sua planilha orçamentária, indicando que o projeto não possui uma justificativa e objetivos claros, elementos essenciais à elaboração de uma política pública. Assim, concluem que o conceito desse complexo equipamento, resume-se a um croqui, “uma planta arquitetônica e uma vaga apresentação em power point orgulhosamente exibidos pela PBH”.

Seja como for, alijar os jovens do debate de políticas destinadas a eles é negar o curso histórico das políticas públicas na última década. Após um relatório da Unicef (2002), apontando o Brasil como “o mais perigoso para os jovens viverem”, a juventude, faixa que vai dos 15 a 29 anos, entrou na pauta social dos governos. No governo Lula foram instituídos o Conselho Nacional e a Secretaria Nacional de Juventude, bem como realizadas duas conferências nacionais precedidas das congêneres estaduais e municipais, que movimentaram milhares de jovens brasileiros. Destaca-se também, nesse período, a criação de conselhos de juventude nos três entes federativos, instâncias para que os jovens apontem políticas que contemplem temas pertinentes à sua realidade.

Portanto, sem a participação dos atores a que se destina, o Centro de Referência da Juventude periga ganhar o título de “elefante branco”, pois sendo gerado por tecnocratas na proveta de algum gabinete fechado, não será acolhido nem legitimado pelos jovens de BH, cientes de suas demandas históricas e já escaldados pela propaganda institucional.

 

 

Vereador Arnaldo Godoy