– Em sintonia com os limites da cidade –

4º Ciclo Mutações – 5 ago a 1º out

De 5 de agosto a 1º de outubro de 2010, Belo Horizonte e mais três capitais recebem o Ciclo Mutações, que chega à sua quarta edição. O ciclo de conferências tratará dos efeitos da revolução tecnocientífica na mudança e prática das crenças, entendendo por crença não só o que se concentra no âmbito das religiões, mas também tudo quanto concerne aos ideais políticos, aos valores morais e éticos, às novas visões de mundo e às construções imaginárias no campo das artes.

As muitas interrogações a que nos conduz o tema da crença talvez devesse se resumir à indagação acerca do que leva as pessoas a acreditarem em coisas inacreditáveis, até mesmo quando dispõem de meios para adquirir todos os tipos de conhecimento. Aqui temos, portanto, a fixação do permanente embate entre crença e saber. A partir dessas constatações, buscar-se-á circunscrever o campo das crenças. Para muitos pensadores elas seriam fenômenos afetivos — sentimentos, paixões — anteriores aos fenômenos intelectuais — reflexão, pensamento, razão. A crença não será, assim, justificada pela razão, sendo muito mais da ordem de um sentimento do espírito, de uma ficção da imaginação.

Mesmo com o risco da simplificação, podemos falar em duas modalidades de crença, a ativa e a passiva. A primeira conterá uma forte positividade, ou seja, uma potente crença no pensamento, na ideia de que a razão deve encontrar o sentido de tudo o que é vivido, real ou imaginariamente. Já a crença passiva se desenvolve mais no campo do costume, do hábito, vale dizer, em torno de tudo quanto de certo modo nos dispensa de pensar, nos conduzindo na direção da mais bem acabada expressão da servidão voluntária, que se apresenta sob a forma de uma completa ausência de inquietação espiritual.

A crença passiva irá procurar, em última análise, desfazer a contradição entre a particularidade do sujeito e a universalidade absoluta. Essa é uma das origens das diversas formas de superstição e intolerância: o particular a se mostrar sob a espécie de um universal abstrato. Poder-se-ia dar por exemplo a constatação de que em um mundo sem Deus e sem a crença nos ideais do humanismo, a ciência e a técnica buscarão ocupar esse vazio, encarnando elas próprias os princípios divinos da onipresença, onipotência e onisciência. Por último, o ciclo irá discutir as noções de indeterminação, incerteza e dúvida — bem como as de ateísmo, niilismo e ceticismo — em busca de um entendimento amplo sobre a ideia de crença na era da tecnociência.

Informações e inscrições: APPA | Rua Paraíba, 330 sl 909 | Funcionários
(31)3224-5350 | appa@appa.art.br

Em Belo Horizonte, as palestras serão realizadas na Casa Fiat de Cultura – Rua Jornalista Djalma Andrade, 1250 Belvedere.
Tel: (31)3289-8900
E-mail: casafiat@casafiat.com.br
www.casafiatdecultura.com.br
Ônibus: 8106 BH Shopping / 4113 Belvedere

Conferências terças, quartas e quintas às 19h30

Fonte: Blog do Ciclo Mutações

Mais info via twitter.com/mutacoesbh.

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